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sexta-feira, 17 de setembro de 2010

Ninguém é de ninguém!


Somos filho de fulano, irmão de cicrano, vizinho de beltrano, namorada daquele, mãe do outro, o amor de alguém...

Quando eu tinha uns três anos eu dizia com orgulho e um sorrisinho sapeca que eu era do papai. E agora?

Tem gente que ainda acredita que é de alguém ou que pode ter alguém. Vamos continuar sendo alguma coisa de alguém, mas nunca seremos possuídos – sem duplo sentido heim – nem donos de alguém. Deu pra entender? Eu sei às vezes sou confusa, mas se esforça que vai.

Essa idéia vale não só pra relacionamentos amorosos, também pode e deve ser aplicada nas amizades e até nas relações de pais e filhos.

Nós seres humanos desde pequenininhos acreditamos que tudo é nosso. Uma das primeiras coisas que os pirralhinhos aprendem a falar é “é minha”. Daí já pode imaginar... o pirralhinho cresce, mas a sensação de que as coisas continuam sendo “é minha” fica. Mesmo que de forma inconsciente, passa a tratar as pessoas como se elas também fossem suas, se acostuma com fato de ser de alguém, de ter alguém e seferra decepciona.

Não nego, é fácil e até gostoso achar que alguém pode ser seu pra sempre. Acho que tem haver com aquelas estórias que terminam com o viveram felizes para sempre. O problema é que na vida as pessoas nem sempre permanecem, algumas ficam, outras vão, umas apenas passam e novas chegam.

A merda toda acontece quando um resolve partir e levar/seguir em frente a vida sem o outro, quando os tais laços são desfeitos e, naturalmente, refeitos com uma outra pessoa.

No exato instante em que se der conta que aquele sentimento que você julgava como teu, agora “pertence” a outro (hmmm…), é meu camarada, teu chão vai sumir e você ruirá em mil pedaços, tal qual um desenho animado. Teus braços vão se arrepiar e tua mente ficará vazia. Não importa aonde você esteja, um silêncio permeará ao teu redor e o único som capaz de se escutar será o do teu coração batendo apertado. Ou seja, VOCÊ QUEBROU A CARA.(Eu avisei!)

O que acontece depois desse instante aí pode variar muito de pessoa para pessoa(lógico). Não tem jeito, todos reajem. E essa reação diz muito sobre quem você é. Tem gente que cai na fossa por semanas se fazendo de coitadinha querendo que todo mundo sinta pena dela. Outros vão fazer de tudo para chamar a atenção da(o) ex, dando em cima de suas amigas e conhecidas, tentando deixar claro que não ta nem aí para a situação. Tem ainda o durão, que se diz super maduro e que o fato de ela/ele estar com outra pessoa não faz a menor diferença em sua vida, mas chora suas mágoas ao travesseiro todo noite antes de dormir.

Dizem que é possível evitar todo esse transtorno, falam até de praticar o desapego, de deixar quem se ama livre, para que vá e volte(ou permaneça) por vontade própria. É claro que vendo assim(na teoria), até parece fácil. Mas o fato é que esse baque muitas vezes é inevitável. A diferença está na intensidade do golpe e por quanto tempo ele vai agir em você… 10, 5 meses, 5 minutos ou o tempo suficiente para escrever este post.


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